quarta-feira, 23 de março de 2011

A manhã.

Despertamos de uma noite longa sem lembrar o que passou.
Sem saber quais compromissos que nós deixamos se quebrar.


Assim acordamos numa manhã vazia, sem nomes para repetir.
Sem vestígios de paixão. Apenas dois corpos que sentem sede.

A manhã avança e nada diz mais do que o nosso olhar provoca.
Tudo vai voltando para onde encontraremos outras perguntas.

O tempo impreciso te leva embora junto com a outra manhã.

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