Uma palavra mágica e então um truque é feito sem espelhos.
Olhos atentos a qualquer movimento em busca de um deslize.
Um minuto é cheio de ilusão que nos permite viajar no tempo.
Na fantasia de enganar-se sabendo que nada ali pode ser real.
Para quê buscar as respostas? Para quê desmarcar as cartas?
Algumas mentiras podem ser as verdades de grandes ilusões.
Então, a última palavra mágica é dita e a magia chega ao fim.
terça-feira, 21 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
Cartas com o olhar.
Desde a primeira vez que te vi veio uma certeza…
Conheci a mulher escondida nas letras de tantas canções.
Desse lado do rio posso ver tudo o que é teu…
Muitas vezes me falta o ar e fico sem saber o que dizer…
Não sei o tempo que ainda resta, mas até consegui dizer…
Vou continuar te escrevendo cartas com o olhar.
Conheci a mulher escondida nas letras de tantas canções.
Desse lado do rio posso ver tudo o que é teu…
Muitas vezes me falta o ar e fico sem saber o que dizer…
Não sei o tempo que ainda resta, mas até consegui dizer…
Vou continuar te escrevendo cartas com o olhar.
O amor no seu formato mínimo.
Começou de súbito, mas avançou por horas.
A procura tinha chegado ao fim naquela noite.
Quando os olhares cruzaram o mesmo caminho.
Os lábios se tocaram ásperos, em beijos de tirar o fôlego.
Tímidos, transaram trôpegos e ávidos, gozaram rápido.
Ele procurava álibis, ela flutuava lépida.
Ele sucumbia ao pânico e ela descansava lívida.
A procura tinha chegado ao fim naquela noite.
Quando os olhares cruzaram o mesmo caminho.
Os lábios se tocaram ásperos, em beijos de tirar o fôlego.
Tímidos, transaram trôpegos e ávidos, gozaram rápido.
Ele procurava álibis, ela flutuava lépida.
Ele sucumbia ao pânico e ela descansava lívida.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
As vezes que falei da Lua.
Há mais de 40 anos o homem pisou na Lua pela primeira vez.
O mundo parou para ver um passo que entrou para a história.

Mas, nem a humanização da Lua a fez perder o seu encanto.
Ainda me seduz quando a noite chega e a vejo passear no céu.
A Lua crescente mostra só uma parte da história, mas sua
luz faz crescer a expectativa do que se forma além das nuvens.
Quando a Lua cheia se aproxima é outra fase que nos espera.
A despedida de 2009 aconteceu sob a luz de uma Lua Azul.
E, a primeira Lua cheia daquele dezembro veio com Antares.
Até quando a Lua foge dos nossos olhos, temos algo a dizer.
Seja nas escolhas presas nos velhos versos de uma canção.
Seja no cinza de uma Lua nova que nunca conseguiríamos ver.
Hoje, a Lua diz mais do que os horóscopos poderiam prever.
Não importa, com a cabeça lá na Lua sigo com o pé na estrada.
O mundo parou para ver um passo que entrou para a história.

Mas, nem a humanização da Lua a fez perder o seu encanto.
Ainda me seduz quando a noite chega e a vejo passear no céu.
A Lua crescente mostra só uma parte da história, mas sua
luz faz crescer a expectativa do que se forma além das nuvens.
Quando a Lua cheia se aproxima é outra fase que nos espera.
A despedida de 2009 aconteceu sob a luz de uma Lua Azul.
E, a primeira Lua cheia daquele dezembro veio com Antares.
Até quando a Lua foge dos nossos olhos, temos algo a dizer.
Seja nas escolhas presas nos velhos versos de uma canção.
Seja no cinza de uma Lua nova que nunca conseguiríamos ver.
Hoje, a Lua diz mais do que os horóscopos poderiam prever.
Não importa, com a cabeça lá na Lua sigo com o pé na estrada.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Revoltas banais.
Se você ouvisse as vozes que ouço à noite...
Acharia tudo que eu faço natural. Tudo que eu faço normal.
Se você sentisse o medo que eu sinto do escuro...
Se ao menos você soubesse o mal que o sol me faz...
Não me pediria pra repetir gestos banais, frases banais...
Os gestos iguais aos que eu não fiz. Frases que já me arrependi.
Se você ouvisse as vozes que ouço à noite...
São vozes que às vezes me assustam. Outras vezes me atraem.
Acharia tudo que eu faço natural. Tudo que eu faço normal.
Se você sentisse o medo que eu sinto do escuro...
Se ao menos você soubesse o mal que o sol me faz...
Não me pediria pra repetir gestos banais, frases banais...
Os gestos iguais aos que eu não fiz. Frases que já me arrependi.
Se você ouvisse as vozes que ouço à noite...
São vozes que às vezes me assustam. Outras vezes me atraem.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Imprevisões.
26°C em Fortaleza. Bolsa de valores em queda, dólar em alta.
E meu signo dando sinal verde pra algo interessante acontecer.
Sem surpresas, é só mais um novo dia 9 cheio de imprevisões...
E meu signo dando sinal verde pra algo interessante acontecer.
Sem surpresas, é só mais um novo dia 9 cheio de imprevisões...
Medidas.
Eram nove horas quando saí de casa.
Cinco minutos depois peguei o ônibus sete cinco e cinco
quadras dali ela sentou do meu lado.
Dois livros no braço e um sorriso no rosto. Os treze
quilômetros seguintes foram curtos demais… Mas agora além
de seu nome carrego comigo os números de seu telefone.
Corações a mais de mil. E eu? O que faço com esses números?
Cinco minutos depois peguei o ônibus sete cinco e cinco
quadras dali ela sentou do meu lado.
Dois livros no braço e um sorriso no rosto. Os treze
quilômetros seguintes foram curtos demais… Mas agora além
de seu nome carrego comigo os números de seu telefone.
Corações a mais de mil. E eu? O que faço com esses números?
domingo, 5 de junho de 2011
Um sonho bom.
Às vezes o acaso surpreende querendo tramar algum destino.
Faz surgir um novo caminho em noites que pertenciam a nós.
Fechamos os olhos e selamos nossas escolhas, nossas vidas.
Então, os acasos foram ficando para trás e segui o teu olhar.
Juntos, fomos levando aquela noite traçando um novo rumo.
Longe demais para voltar. Perto demais de onde queríamos ir.
De repente o céu ficou claro, teu corpo ainda em meus braços.
Como explicar o desejo de continuar? Mas, nós paramos ali.
Nada melhor do que uma noite perfeita para nos fazer sonhar.
E acordar no outro dia ainda sentindo o último beijo acontecer.
Faz surgir um novo caminho em noites que pertenciam a nós.
Fechamos os olhos e selamos nossas escolhas, nossas vidas.
Então, os acasos foram ficando para trás e segui o teu olhar.
Juntos, fomos levando aquela noite traçando um novo rumo.
Longe demais para voltar. Perto demais de onde queríamos ir.
De repente o céu ficou claro, teu corpo ainda em meus braços.
Como explicar o desejo de continuar? Mas, nós paramos ali.
Nada melhor do que uma noite perfeita para nos fazer sonhar.
E acordar no outro dia ainda sentindo o último beijo acontecer.
sábado, 4 de junho de 2011
96 Horas - Parte 4/4
Nessas 96 horas o acaso se construiu de uma forma mágica.
Todos nós parecíamos peças de um imenso jogo de xadrez.
Quem nos movia, conseguia entender cada consequência.
Quem nos temia, parecia perder qualquer descrença.
Em noventa e seis horas o passado se refez de várias formas.
E o futuro brincou de não existir.
Anoiteceu em Fortaleza.
Todos nós parecíamos peças de um imenso jogo de xadrez.
Quem nos movia, conseguia entender cada consequência.
Quem nos temia, parecia perder qualquer descrença.
Em noventa e seis horas o passado se refez de várias formas.
E o futuro brincou de não existir.
Anoiteceu em Fortaleza.
96 Horas - Parte 3/4
Cruzamos a metade do tempo que ainda nos resta até o final.
4h57 foi quando despertamos, antes do terceiro sol chegar.
O último endereço digitado no GPS e encontramos a 1ª bomba.
Entre as engrenagens de um gigantesco relógio no nono andar.
O desarme aconteceu sem precisar cortar nenhum fio colorido.
Para a segunda bomba uma equipe de elite foi implantada.
São quatro nomes fortes, são quatro fortes elementos.
A partir de agora, cada vez mais, menos tempo nós teremos.
Mesmo que por ventura possamos resgatar alguma história.
Nenhum futuro se mostra sem algum resquício de passado.
A maratona final se aproxima de uma jornada além das estrelas.
A cidade que agora parece menor. Falta pouco, muito pouco.
E os olhos cansados imploram por adormecer.
22h37.
4h57 foi quando despertamos, antes do terceiro sol chegar.
O último endereço digitado no GPS e encontramos a 1ª bomba.
Entre as engrenagens de um gigantesco relógio no nono andar.
O desarme aconteceu sem precisar cortar nenhum fio colorido.
Para a segunda bomba uma equipe de elite foi implantada.
São quatro nomes fortes, são quatro fortes elementos.
A partir de agora, cada vez mais, menos tempo nós teremos.
Mesmo que por ventura possamos resgatar alguma história.
Nenhum futuro se mostra sem algum resquício de passado.
A maratona final se aproxima de uma jornada além das estrelas.
A cidade que agora parece menor. Falta pouco, muito pouco.
E os olhos cansados imploram por adormecer.
22h37.
96 Horas - Parte 2/4
5h da manhã. O despertador pareceu tocar ainda mais alto.
O curto cochilo foi interrompido para o dia continuar corrido.
7h35 e as máquinas relutavam alguma ligação. Acesso negado.
Tudo parecia repetir. Voltar o tempo sem fazer o tempo voltar.
Antes das 9h30 os velhos sonhos cruzaram nossos olhares.
Queria ter ouvido aquela voz. Mas, nós fingimos mentir outra vez.
Pouco tempo depois, outra carta branca caia em minhas mãos.
O branco era a única ligação. Sem as cores que me confundem.
10h45 e os passos ainda não conseguem acompanhar o prazo.
Antes das 14h o mesmo olhar volta como um agradável refúgio.
No rádio, o som do Capital Inicial ainda me fazia sentir em casa.
Outra vez tudo escurece, sem que o dia termine.
A fuga em duas rodas me fez alcançar às 22h.
Agora, mais um gole de café para vencer esse dia interminável.
22h13.
O curto cochilo foi interrompido para o dia continuar corrido.
7h35 e as máquinas relutavam alguma ligação. Acesso negado.
Tudo parecia repetir. Voltar o tempo sem fazer o tempo voltar.
Antes das 9h30 os velhos sonhos cruzaram nossos olhares.
Queria ter ouvido aquela voz. Mas, nós fingimos mentir outra vez.
Pouco tempo depois, outra carta branca caia em minhas mãos.
O branco era a única ligação. Sem as cores que me confundem.
10h45 e os passos ainda não conseguem acompanhar o prazo.
Antes das 14h o mesmo olhar volta como um agradável refúgio.
No rádio, o som do Capital Inicial ainda me fazia sentir em casa.
Outra vez tudo escurece, sem que o dia termine.
A fuga em duas rodas me fez alcançar às 22h.
Agora, mais um gole de café para vencer esse dia interminável.
22h13.
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