domingo, 29 de agosto de 2010

Impaciência.

Ao longe, mas não muito longe, os corpos em movimento
dançam ao som das suas vozes que impõe suas verdades.


Contradizer é privar os sentimentos que perderam sentido.
Mas, não me importo mais como o horizonte nos provoca.

Já foram tantas as vezes que nada existia que fica difícil
acreditar que algo ainda mude ou que valha a pena mudar.

Enquanto a chuva não vem, toda sedução é só um vento forte
que tenta mudar os ânimos insanos, incertos, impacientes.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Inconsistência.

As promessas foram feitas um pouco antes da meia noite.
Mas, quebradas, na manhã seguinte, antes do sol nascer.


Quando o dia ficou mais claro, não nos restava mais nada.
Eu queria ter te dado todas as respostas ao nosso tempo.
Mas, tudo o que escrevemos sobre ilusão, aconteceu.

A noite começa fria outra vez e longe daqui sobram mais
frases feitas feito mentiras contadas num lugar qualquer.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Duas ruas e um desvio...

Um minuto atrás não havia fronteiras entre nossos passos.
E noite passada teu olhar ainda pairava em forma de ilusão.


Duas décadas de vida podem ser divididas em vinte canções.
Com vinte amigos, vinte vezes, por duas ruas e um desvio.

Um minuto atrás tua voz bastava para fazer o tempo parar.
Tal qual acontece quando amigos distantes conseguem
reinventar a saudade em poucos instantes.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Castelos de areia.

Mais uma chuva acontece e outro castelo de areia desaba.
Parecia tão fácil acreditar que esse poderia ser pra sempre.


Mas, um vento forte mudou a direção de tudo, outra vez.
E, o pouco que sobrou, onda após onda se perdeu no mar.
Levados para longe de onde meus olhos queriam alcançar.

Ao mesmo tempo em que o mundo vai ficando mais curto...
A nossa história vai perdendo sentido até a próxima saída.
É quando outro castelo é erguido até mais uma chuva cair.

Não existe castelo de areia que consiga suportar a chuva.