quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pescando ilusões.

A casa estava lotada. Cheia de corpos por todos os lados.
De muitas cores, muitas formas. Sobravam tantos sonhos ali.


Cada um, mesmo que tortuoso, tinha um motivo para brindar.
Entre olhares... Os sorrisos surgiam e todos sabiam o que dizer.
Entre taças... Mais corpos caiam e se entregavam as ilusões.

As crianças que brincavam de fazer verdades corriam pela sala.
Esbarravam em pessoas que já não mais sabiam como brincar.
A noite seguiu seu rumo. Tão bela quanto a mais bela da noite.

E, ainda nos atrevemos a deter o tempo em muitos momentos.
Quando as cortinas fecharam, pudemos enfim entender o final.

Na manhã seguinte o vazio ressaltou as marcas, sem máscaras.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Longa madrugada.

2h e poucos minutos além da meia-noite foi o que precisamos.
O que veio depois foi apenas chuva. Torrencialmente tórrida.


Do lado de dentro duas vidas buscavam atalhos pro sol nascer.
Do silêncio ouvíamos nossos passos pesados em duas direções.

Mais 2h e nos cobrimos de uma vigília impertinente, impiedosa.
Tão cinza quanto uma lua nova que nunca conseguiríamos ver.

Mais alguns minutos e mais luzes lá de fora começaram surgir.
Chegavam embaçadas, frias. Quase impossível de nos alcançar

E assim saímos pra não muito longe de outra longa madrugada.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A última rasura de uma noite inoportuna.

Não foi a noite que escolheu as nossas palavras.
Não foi o frio que escondeu o nosso olhar.


Não foi por acaso que perdemos as nossas músicas.
Não fomos nós que tivemos medo de dançar.

Anoitecemos muito cedo para uma noite longa e inoportuna.
Arriscamos muitos sonhos quando só tentamos nos rasurar.

Outra insônia por outra saída. Outras vidas sem nos esperar.
Outra chance por outro caminho. Outro dia que vai começar.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Lugar nenhum.

Caminhamos sem saber o tão longe onde poderíamos chegar.
Por horas e horas nossos passos eram dados sem rumo algum.


Um bom abrigo antes da chuva e encontramos velhos amigos.
Boas lembranças à beira do riso e era tudo que levaríamos dali.

De volta à estrada, nosso olhar alcançaria outro lugar pra ficar.
Mas, na manhã seguinte as malas estariam prontas outra vez.

E sem bússolas nem mapas, vamos até qualquer lugar nenhum.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Pecados na escada.

Deixamos de escutar as vozes que se perdiam a nos procurar.
Deixamos de querer entender o que todos queriam de nós.


Sem que perceberem, saímos. Ouvindo apenas uma canção.
Uma velha canção que sabíamos que iria nos perseguir.

Outra fuga não adiantaria mais. Então sentamos na escada.
Em degraus diferentes, mas sem mais diferenças entre nós.
Quando nosso olhar se permitiu se encontrar, a música parou.

E no silêncio pudemos ouvir as outras vozes se aproximando.
Mas já era tarde demais.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Como se fosse a última vez...

As palavras vinham a todo o momento em tons de despedidas.
E mesmo que arriscássemos um "até logo", não nos cabia mais.


Desperdiçamos a nossa última chance com os velhos erros.
E, de nada adiantaria provocar um novo olhar e adiar o final.
As cartas já foram entregues e esse jogo não mais me seduz.

Então acontece a nossa despedida que vai nos despertar para
quando não existia nenhum de nós dois para nenhum de nós.

A certeza de que simplesmente tudo acabou hoje, não temos.
Mas eu não temo que esse tenha sido nosso último capítulo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Apenas espelhos.

Quebramos dois espelhos em bem mais do que nove pedaços.
Deixamos escapar por entre os erros e ambos foram ao chão.

Em cada pedaço, o reflexo trincado de todos nossos pecados.
Estilhaços de vidro, cheios de superstições, espalhados por aí.

Em nossas mãos, apenas um corte. Sem sangue. Sem dor.
Sem explicações. Eram apenas espelhos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A primeira pergunta.

Então, veio a surpresa de um encontro tal qual o primeiro.
Com nossas promessas sem verdades contrariando a razão.

De repente, ficamos diante daquela primeira pergunta refeita.
Aquele simples sim que nos permitiu sonhar não persiste mais.
E o silêncio se liberta na troca por outro caminho sem déjà vu.

Sem a espera que perseguíamos quando só restava a ilusão.
Sem contradizer o que nunca falaremos para o outro ouvir.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Para sempre, nunca mais.

Existem palavras que estão além do que podemos mensurar.
Algumas duram anos. Outras se permitem diluir em segundos.

A construção não aleatória surge na busca por algum sentido.
A retórica se perde quando as letras voltam a se embaralhar.

Quando não há cálculos para medir o destino do que dizemos.
O tempo nos torna vilões das nossas próprias palavras.

Seja para sempre ou tanto faz quando nunca mais.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Novas fronteiras.

O caminho de qualquer história passa por muitos desafios.
E é no desejo de seguir em frente que temos força para lutar.


Por uma nova fase, para um próximo nível, por mais escolhas.
Opções que vão se construindo ao sabor dos muitos sonhos.
Na reposição das cartas que o jogo da vida lança para nós.

Soberano das tuas decisões, nós te vemos partir, com passos
firmes, em busca das novas fronteiras para a imaginação.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A odisseia da vida.

A vida costuma nos propor desafios:
Verdade x Mentira; Devaneio x Lucidez; Sim x Não.


São tantos antagonismos que muitos beiram Maquiavel.
Mas, entre o bem e o mal, não existe escolha certa ou errada.
Apenas uma agonia de não querer perder. De não saber ceder.

Assim, a vida segue sua odisseia permeada de vitórias inglórias.
Num palco onde há comédias e dramas, mesmo sem plateia.

sábado, 16 de outubro de 2010

O outro lado da distância.

Daqui não consigo te enxergar. Nem mesmo te ouvir.
Não entendo as horas trocadas. Nem por haver tanta ilusão.


Antes, bastava um barbante qualquer ligado a duas latas.
O outro lado da distância era um simples infinito logo ali.

Agora são 13 horas que nos separam. 13 números a discar.
Duas vidas separadas por outras que não podemos contar.
E fazemos de conta de que nada converge pro mesmo fim.

O outro lado da distância é onde encontramos a ilusão.
Seja do outro lado da rua ou do outro lado do país.
Não sabemos por onde andar. Talvez, nem queremos saber.

O outro lado da distância é um longo caminho longe daqui.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A recompensa.

Às vezes esqueço que todo erro é uma oportunidade.
E a recompensa pode vir a qualquer momento, sem avisar.



Teu olhar me encontrou nas escolhas que julguei erradas.
Outro sorriso intensamente belo se construiu para mim.
Nos teus traços quase perfeitos. Impossível de esquecer.

Aconteceu rápido, mas foi bem mais do que um segundo.
Foi bem mais do que eu imaginei que pudesse acontecer.

O botão errado nos aproximou. O botão certo te eternizou.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O botão errado.

Acho que durou um pouco mais do que um segundo.
Foi tão rápido, mas tão sincero e intensamente belo.


Um botão errado, e, o único olhar da sala me encontrou.
Nossos olhares se cruzaram e um belo sorriso aconteceu.
Uma perfeita harmonia de traços construídos para mim.

Para serem perdidos depois que nos perderemos outra vez.
Enquanto as nossas ações em sincronias me fazem pensar
que nossa história poderia ser outra. Deveria ser outra.

O encanto se alimenta das incertezas do que não existe.
E, quando o real toma forma, apertamos o botão errado.

sábado, 9 de outubro de 2010

Infidelidade.

Partimos cedo. Tão cedo que o dia nem ameaçava nascer.
As ruas, quase desertas, estavam escuras, frias e molhadas.


A noite de ontem foi curta e com uma chuva muito intensa.
No mergulho em busca de abrigo esbarrei em outras mãos.
E, nos tropeços em outra vida, perdi o que eu tinha de você.

Por volta das 7h da noite, eu te liguei. Só 8h50 tu percebeu.
Já era tarde pra voltar e partimos sem esperar o sol nascer.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Um dia perfeito.

Um dia perfeito era tudo o que não precisávamos.
Teu olhar sem atrasos. Nossas falas sem interrupções.



Um dia perfeito foi o que mostrou a nossa imperfeição.
Pequenos desencantos nos encontros de nossas opções.

Longas horas ao entardecer e nossos corpos ainda contraluz.
Contra tudo o que sonhamos, contrapondo as nossas paixões.

Um dia perfeito aconteceu sem nossa intenção de ter razão.

sábado, 2 de outubro de 2010

Manhãs de setembro.

Ainda que as manhãs pareçam iguais sobram diferenças.
E mesmo que haja um só caminho, algo muda perto do fim.


A música que ontem tocava pra ti, hoje já não tem sentido.
Os olhares, os sorrisos. Tudo muda quando acaba a canção.

As ruas quase desertas se repetem nas diferenças.
Quando alguma hora tudo se apronta pra mudar outra vez.

É então que 5h 37min temos a recompensa de recomeçar.

sábado, 25 de setembro de 2010

A persistência da memória...

O tempo desalinha o curso das horas e avança sem parar.
Persiste em continuar em disparada desafiando a memória.



As horas desalinhadas provocam desencantos, desapego.
E o que as lembranças insistem em trazer não parece ficar
com a mesma força que o tempo nos empurra pra longe.

Outra hora, outro lugar. Outro mapa e sem atalho pra usar.
O fim de outro dia sem data marcada pra festejar outro fim.

sábado, 18 de setembro de 2010

Setembro sempre é tempo de mudanças.

Seja por um bom motivo. Seja para por tudo a perder...
Setembro sempre se reserva para grandes transformações.



É um olhar que muda na forma que os fortes ventos ditam.
São os ventos do destino que começam a soprar, outra vez.

Ainda que não possamos enxergar o final de cada história,
desafios e despedidas se misturam com desejo e desilusão.

Hoje o céu pesado anuncia mais um temporal.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Uma hora ou outra...

Nenhum caminho perdido fica perdido por muito tempo.
Uma hora ou outra as peças deixadas de lado se encaixam.


Uma hora ou outra o que deixamos para trás volta para nós.
As pedras caídas pelo chão, então, retornam pro tabuleiro.

De encontros casuais, rostos amistosos reiteram a amizade.
E uma boa conversa se faz a longa distância ou logo aqui.

Uma hora ou outra... Tudo que resta volta a ser efêmero.

sábado, 11 de setembro de 2010

O último giro.

No alto todo o brilho reluzente de uma grande paixão.
É então que o que seria perfeito se dilui segundos depois.


Em cada volta o que não diz nada é repetido como arte.
E, é entregue às teorias dos poucos que insistem em ficar.

A roda da fortuna ainda gira, gira e gira... Mas até quando?
Quando é que saberemos como o último giro irá acontecer?
Como saberemos?
 
A música para.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Reféns das circunstâncias.

Personagens de histórias alheias cruzam meu caminho.
E, o trágico episódio da vida real se rebela perto do fim.


Agora tanto faz se tudo se desfaz. Se não tenho escolha.
Se não posso mais buscar nas tuas palavras o meu refúgio.

Já não é mais ciência exata... Nem acontece em tempo real.
As ilusões perduram até a porta bater a um palmo de nós.

E, por mais que todos os caminhos nos levem as incertezas,
sempre terminamos assim, como reféns das circunstâncias.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Intervenções.

A vida às vezes se mostra tão frágil como uma folha seca
que é levada embora pelo vento. Rumo a lugar nenhum.



Um minuto depois, pode ser diferente, ou, até nem existir.
Mais tarde, olhares mudam como o amor em movimento.

O vento que ainda empurra aquela folha seca pelas ruas
traz de volta a chuva que cai entre tantas intervenções.

Não para sempre, mas, o suficiente para começar outro dia.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Epifanias profanas.

Da mesma forma que o por do sol muda a cor do céu,
todo perfume se modela de acordo com o momento.



A cada toque, em cada olhar, por uma palavra apenas,
pela noite toda...

Por alguns instantes dois corpos ocupam a mesma vida.
Mas logo elas serão divididas, contudo nem tudo se refaz.

O que resta, então, além das histórias bobas para contar
são apenas as nossas epifanias profanas dispersas por ai.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Alguns dias...

Tem dias que apenas encontrar o teu olhar já me basta.
Isso me faz te sentir mais próximo, me acolhe e me satisfaz.


Mas tem dias que insinuam que isso não seja suficiente.
Sinto que seja preciso mais para dar razão aos sentimentos.
E que devemos deter a confiança antes que caia a ligação.

Antes que percamos tudo na manhã seguinte, outra vez.
Antes que fiquemos mudos diante de nós, como estranhos.

domingo, 29 de agosto de 2010

Impaciência.

Ao longe, mas não muito longe, os corpos em movimento
dançam ao som das suas vozes que impõe suas verdades.


Contradizer é privar os sentimentos que perderam sentido.
Mas, não me importo mais como o horizonte nos provoca.

Já foram tantas as vezes que nada existia que fica difícil
acreditar que algo ainda mude ou que valha a pena mudar.

Enquanto a chuva não vem, toda sedução é só um vento forte
que tenta mudar os ânimos insanos, incertos, impacientes.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Inconsistência.

As promessas foram feitas um pouco antes da meia noite.
Mas, quebradas, na manhã seguinte, antes do sol nascer.


Quando o dia ficou mais claro, não nos restava mais nada.
Eu queria ter te dado todas as respostas ao nosso tempo.
Mas, tudo o que escrevemos sobre ilusão, aconteceu.

A noite começa fria outra vez e longe daqui sobram mais
frases feitas feito mentiras contadas num lugar qualquer.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Duas ruas e um desvio...

Um minuto atrás não havia fronteiras entre nossos passos.
E noite passada teu olhar ainda pairava em forma de ilusão.


Duas décadas de vida podem ser divididas em vinte canções.
Com vinte amigos, vinte vezes, por duas ruas e um desvio.

Um minuto atrás tua voz bastava para fazer o tempo parar.
Tal qual acontece quando amigos distantes conseguem
reinventar a saudade em poucos instantes.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Castelos de areia.

Mais uma chuva acontece e outro castelo de areia desaba.
Parecia tão fácil acreditar que esse poderia ser pra sempre.


Mas, um vento forte mudou a direção de tudo, outra vez.
E, o pouco que sobrou, onda após onda se perdeu no mar.
Levados para longe de onde meus olhos queriam alcançar.

Ao mesmo tempo em que o mundo vai ficando mais curto...
A nossa história vai perdendo sentido até a próxima saída.
É quando outro castelo é erguido até mais uma chuva cair.

Não existe castelo de areia que consiga suportar a chuva.

sábado, 31 de julho de 2010

Voltando para casa.

Agora, com as malas arrumadas, é hora de partir de volta.
Sem necessariamente percorrer os mesmos caminhos.


Deixei muito mais do que estou carregando de volta.
Levo embora muito mais do que havia pensado em trazer.
Sem promessas. Sem mentiras. Apenas lembranças...

Para mudanças que ainda vão acontecer, eu estou pronto.
Dessa vez não fui tão longe. A volta não vai demorar tanto.

domingo, 25 de julho de 2010

Devaneio latino.

Precisava de muito pouco para eu finalmente ir embora.
Alimentei-me de algumas dezenas de mp3 e segui viagem.



É certo que todos os caminhos me levariam para o sul.
Mas, por que não? Antes... Caminhar pelo velho oeste...
Do outro lado da fronteira, quase as margens do Pacífico.

E, foi então que entre Medellín e Cali parei num vilarejo.
Onde uma balada tocava mais alta do que a Salsa de Cali.
Uma canção tão jovem quanto a senhorita da última festa.

Agora falta pouco para eu finalmente voltar para casa.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Encruzilhada do tempo.

Toda mudança envolve um novo rumo, um novo olhar.
Uma nova lembrança a criar fazendo o novo acontecer.



Todo sonho se envolve em um novo despertar.
Como o mais simples espreguiçar-se num novo amanhã.

É quando outra porta se abre para outro dia começar.
E o sol que morre no oriente renasce para mim.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Um Anjo perdido.

Não foi tão bom quanto minhas lembranças te pediam,
nem o quanto minhas lembranças me faziam te querer.




Por tantas noites te procurei... Até que eu te redescobri.
Agora sei o teu nome. Agora sei como te ver outra vez.

E, desde o primeiro dia, houve tantos outros encontros.
Tantos desencantos... Mais até do que nós merecíamos.
E agora? Qual a canção que teremos para sobreviver?

Venha como estiveres. Venha no teu tempo, se apresse.
Venha como uma antiga lembrança... Lembrança...

sábado, 3 de julho de 2010

Por uma noite apenas.

A noite começa fria e cheia de saídas de emergência.
Na busca por qualquer certeza, na falta de um de nós.


Por uma noite apenas foi o que ela disse antes de vir.
Não acreditei. Não quis que fosse sua verdade pra mim.

Ela veio. Conversamos ao som de Nirvana, Polly, talvez.
Deixamos nos levar por outros lugares, por outros bares.
Como é possível existir tantas cidades num lugar só?

De repente ela se foi. Sem deixar nome, nem nada mais.
Durou uma noite apenas. Mas, ficou para a vida toda.

sábado, 26 de junho de 2010

Minha história nos km/h.

Certa vez alguém disse que o que somos nunca muda.
Mas, quem nós somos vive em eterna mudança.



Quando os ventos sopram ao sabor dos sonhos...
Basta um novo olhar para o mundo que o mundo muda.

A liberdade faz de qualquer vereda um atalho para a vida.
E a mudança se torna no melhor propósito para continuar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Um dia por vez...

Uma bebida, dois corpos, dois copos, uma saída.
Dizem que o tempo não para... Que o tempo não volta.
Dizem tantas coisas...


Há sempre uma curva nas esquinas de qualquer cidade...
Que nos permite relevar caminhos ou voltar para casa.

O relógio volta para última hora e tudo parece parar.
Fica preso no tempo, amarelando feito uma fotografia.
Fica solto nas lembranças, buscando mais uma saída.

Há quem peça um minuto, mas cinco minutos já se foi...
E já se foi tanta coisa que ninguém arrisca dizer.

sábado, 12 de junho de 2010

O mal nasce do medo da escuridão.

Vício, virtude ou amor. Chame do jeito que quiser.
Medo, coragem ou o que for... Faça disso o que quiser.


Há sempre riscos no asfalto cortando suas histórias.
Por uma noite, por pouco tempo ou por quase nada.

É como quando o sol nasce pra todos todo dia de manhã.
Tanto quanto é o mal nascer do medo da escuridão.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Dias de luta...

Recomeça outra semana. Sempre às seis da manhã.
Sigo os mapas de ontem para ver as pegadas que deixei.



Nove da manhã, nada de novo. Onze, onde parte o trem.
Meio dia, meia hora depois. Mais do que isso, eu não sei.

Cinco da tarde, premissas divididas, promessas repetidas.
Minutos depois, o céu muda de cor e o sol se vai.

Sete da noite, de volta aos mesmos trilhos.
E as nove e vinte e nove retorno para onde comecei.