Certa vez pensei que o desafio era apenas atravessar o rio.
Eu acreditei que se um dia eu chegasse ao outro lado, bastaria.
Hoje, sei que a outra margem é o início de uma nova história.
Ir além de onde a ponte nos leva, nos exige novas variáveis.
O olhar por onde andamos e de onde viemos nos fortalece.
Mas, são as novas ferramentas que nos levarão aos resultados.
Resultados variáveis.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Números trocados.
De repente 50 dígitos são diluídos em menos de um minuto.
Uma sorte que foi lançada ao acaso, por mera bondade.
O olhar reluzente resulta na espera que é logo aniquilada.
E o que duraria mais de 1 hora se esvaíra em 1min, 10 talvez.
Não sei até que ponto eu fui justo ao ter trocado os números.
Eu não quis distinguir cores, raças, crenças. Apenas escolhi um.
Bem que a sorte de um dia poderia sempre acontecer.
Uma sorte que foi lançada ao acaso, por mera bondade.
O olhar reluzente resulta na espera que é logo aniquilada.
E o que duraria mais de 1 hora se esvaíra em 1min, 10 talvez.
Não sei até que ponto eu fui justo ao ter trocado os números.
Eu não quis distinguir cores, raças, crenças. Apenas escolhi um.
Bem que a sorte de um dia poderia sempre acontecer.
sábado, 22 de janeiro de 2011
As brigas que eu perdi.
Pouco adiantou acender o cigarro, falar palavrão...
Perder a razão.
O tempo passou rápido e logo tivemos que voltar para casa.
Mas, no carro a gente tocava apenas um lado da história.
Sem o plano B que nunca soubemos guardar para usar no final.
Agora, estamos numa planície, sem ter porque ainda reclamar.
É hora de mudar o lado do tempo para escrever outras linhas.
Sem deixar de lembrar quais mensagens que ficaram para trás.
O melhor dia foi quando aprendemos a chorar já adultos.
Perder a razão.
O tempo passou rápido e logo tivemos que voltar para casa.
Mas, no carro a gente tocava apenas um lado da história.
Sem o plano B que nunca soubemos guardar para usar no final.
Agora, estamos numa planície, sem ter porque ainda reclamar.
É hora de mudar o lado do tempo para escrever outras linhas.
Sem deixar de lembrar quais mensagens que ficaram para trás.
O melhor dia foi quando aprendemos a chorar já adultos.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Confrontos ao acaso.
Há vezes em que o duelo de ideias gera um sinuoso embate.
Um confronto que invade caminhos com diálogos sem fim.
Livros em efeito dominó caem por terra. Por nenhum de nós.
O que temos, são palavras que se contradizem sem ser ditas.
E o que ouvimos não descreve os dois mundos que se rebatem.
Nas muitas histórias que escrevemos logo depois do sol se pôr.
Persistem longas jornadas de clássicas jogadas de um xadrez.
Com importantes peças perdidas em meros cabos de guerra.
Um blefe, mais cartas marcadas. O fim, o último silêncio.
Um confronto que invade caminhos com diálogos sem fim.
Livros em efeito dominó caem por terra. Por nenhum de nós.
O que temos, são palavras que se contradizem sem ser ditas.
E o que ouvimos não descreve os dois mundos que se rebatem.
Nas muitas histórias que escrevemos logo depois do sol se pôr.
Persistem longas jornadas de clássicas jogadas de um xadrez.
Com importantes peças perdidas em meros cabos de guerra.
Um blefe, mais cartas marcadas. O fim, o último silêncio.
Outra chuva que se aproxima...
Nuvens ainda mais carregadas se aproximam e rápido.
Vindas de muito longe. De muito tempo longe daqui.
São trazidas por um forte vento frio carregado de lembranças.
Nos recentes deslizes das imensas nuvens que se desprendiam.
A beira do mar, nós ficamos observando o iminente temporal.
Outra chuva que se aproxima de nós, ainda mais intensa.
Quem tem dúvidas de que o sol vai voltar amanhã?
Vindas de muito longe. De muito tempo longe daqui.
São trazidas por um forte vento frio carregado de lembranças.
Nos recentes deslizes das imensas nuvens que se desprendiam.
A beira do mar, nós ficamos observando o iminente temporal.
Outra chuva que se aproxima de nós, ainda mais intensa.
Quem tem dúvidas de que o sol vai voltar amanhã?
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
A revoada.
O dia começa e nossos passos ditam as primeiras escolhas.
Certos das incertezas que um longo dia cinza pode suportar.
O vento forte que empurra os pássaros numa revoada, nos traz
para perto do nevoeiro, sem que possamos perceber a chuva.
Sem que possamos deter o tempo, nós seguimos abrigados.
Longe de outra revoada. Perto de mais uma fronteira.
Quase livres. Quase prontos para voar.
Certos das incertezas que um longo dia cinza pode suportar.
O vento forte que empurra os pássaros numa revoada, nos traz
para perto do nevoeiro, sem que possamos perceber a chuva.
Sem que possamos deter o tempo, nós seguimos abrigados.
Longe de outra revoada. Perto de mais uma fronteira.
Quase livres. Quase prontos para voar.
sábado, 15 de janeiro de 2011
A segunda chance...
Os caminhos voltaram a se cruzar nos atalhos que criamos.
E então, trocamos passos em busca de uma segunda chance.
O horizonte ainda distante esconde o que pode acontecer.
Ainda é cedo pra enxergar os novos desafios que devem surgir.
Mas, estamos prontos para enfim, navegar por novos mares.
E então, trocamos passos em busca de uma segunda chance.
O horizonte ainda distante esconde o que pode acontecer.
Ainda é cedo pra enxergar os novos desafios que devem surgir.
Mas, estamos prontos para enfim, navegar por novos mares.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Começar de novo...
Novos nomes, novos olhares. Um recomeço onde já existiu.
Novos ventos, novos rumores. Um novo sorriso perto daqui.
Rendidos, não pelo acaso. Mas, por mapas escritos a mão.
Por outros de nós nos mesmos lugares que sempre existiu.
Beirando o equilíbrio de um novo caminho de antigos passos.
Sem saber o que de novo pode acontecer ao começar de novo.
Caminhamos em volta de uma nova multidão.
Novos ventos, novos rumores. Um novo sorriso perto daqui.
Rendidos, não pelo acaso. Mas, por mapas escritos a mão.
Por outros de nós nos mesmos lugares que sempre existiu.
Beirando o equilíbrio de um novo caminho de antigos passos.
Sem saber o que de novo pode acontecer ao começar de novo.
Caminhamos em volta de uma nova multidão.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
De olhos fechados.
Quando o vento corta o tempo, ouvimos a distância entre nós.
O mergulho cai de alturas impossíveis para onde não existe luz.
De olhos fechados, nós abrimos mão de ver a nossa sorte.
E a ilusão que nos persegue vai além do tempo que nos separa.
De olhos fechados, nos encontramos por outros sentidos.
E foi preciso apenas fechar a porta e esquecer o barulho.
De olhos fechados.
O mergulho cai de alturas impossíveis para onde não existe luz.
De olhos fechados, nós abrimos mão de ver a nossa sorte.
E a ilusão que nos persegue vai além do tempo que nos separa.
De olhos fechados, nos encontramos por outros sentidos.
E foi preciso apenas fechar a porta e esquecer o barulho.
De olhos fechados.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
A espera.
Sem hora marcada. Sem marcas para fincar. Nem fingir.
Só uma espera que permeia a cidade e para em algum lugar.
Numa noite que avança fria. Numa rua sem quase ninguém.
A espera continua nas despedidas de desencontros casuais.
E, se alinha nas incertezas que criamos apenas para estar ali.
Por quanto tempo nós somos capazes de conseguir esperar?
Por enquanto, eu ainda não sei.
Só uma espera que permeia a cidade e para em algum lugar.
Numa noite que avança fria. Numa rua sem quase ninguém.
A espera continua nas despedidas de desencontros casuais.
E, se alinha nas incertezas que criamos apenas para estar ali.
Por quanto tempo nós somos capazes de conseguir esperar?
Por enquanto, eu ainda não sei.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Um novo sol.
Os grãos de areia voltam a cair na velha ampulheta da vida.
É um novo ciclo do tempo que já começou a contar.
As horas ainda avançam sem pressa à luz forte de um novo dia.
Uma luz intensa de um novo amanhã que nos traz um novo sol.
Com passos firmes, nós caminhamos para encontrar o mar.
Com um novo olhar, somos empurrados por um forte vento.
São os nossos novos sonhos iluminados por um novo sol.
É um novo ciclo do tempo que já começou a contar.
As horas ainda avançam sem pressa à luz forte de um novo dia.
Uma luz intensa de um novo amanhã que nos traz um novo sol.
Com passos firmes, nós caminhamos para encontrar o mar.
Com um novo olhar, somos empurrados por um forte vento.
São os nossos novos sonhos iluminados por um novo sol.
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