O tempo desalinha o curso das horas e avança sem parar.
Persiste em continuar em disparada desafiando a memória.
As horas desalinhadas provocam desencantos, desapego.
E o que as lembranças insistem em trazer não parece ficar
com a mesma força que o tempo nos empurra pra longe.
Outra hora, outro lugar. Outro mapa e sem atalho pra usar.
O fim de outro dia sem data marcada pra festejar outro fim.
sábado, 25 de setembro de 2010
sábado, 18 de setembro de 2010
Setembro sempre é tempo de mudanças.
Seja por um bom motivo. Seja para por tudo a perder...
Setembro sempre se reserva para grandes transformações.
É um olhar que muda na forma que os fortes ventos ditam.
São os ventos do destino que começam a soprar, outra vez.
Ainda que não possamos enxergar o final de cada história,
desafios e despedidas se misturam com desejo e desilusão.
Hoje o céu pesado anuncia mais um temporal.
Setembro sempre se reserva para grandes transformações.
É um olhar que muda na forma que os fortes ventos ditam.
São os ventos do destino que começam a soprar, outra vez.
Ainda que não possamos enxergar o final de cada história,
desafios e despedidas se misturam com desejo e desilusão.
Hoje o céu pesado anuncia mais um temporal.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Uma hora ou outra...
Nenhum caminho perdido fica perdido por muito tempo.
Uma hora ou outra as peças deixadas de lado se encaixam.
Uma hora ou outra o que deixamos para trás volta para nós.
As pedras caídas pelo chão, então, retornam pro tabuleiro.
De encontros casuais, rostos amistosos reiteram a amizade.
E uma boa conversa se faz a longa distância ou logo aqui.
Uma hora ou outra... Tudo que resta volta a ser efêmero.
Uma hora ou outra as peças deixadas de lado se encaixam.
Uma hora ou outra o que deixamos para trás volta para nós.
As pedras caídas pelo chão, então, retornam pro tabuleiro.
De encontros casuais, rostos amistosos reiteram a amizade.
E uma boa conversa se faz a longa distância ou logo aqui.
Uma hora ou outra... Tudo que resta volta a ser efêmero.
sábado, 11 de setembro de 2010
O último giro.
No alto todo o brilho reluzente de uma grande paixão.
É então que o que seria perfeito se dilui segundos depois.
Em cada volta o que não diz nada é repetido como arte.
E, é entregue às teorias dos poucos que insistem em ficar.
A roda da fortuna ainda gira, gira e gira... Mas até quando?
Quando é que saberemos como o último giro irá acontecer?
Como saberemos?
A música para.
É então que o que seria perfeito se dilui segundos depois.
Em cada volta o que não diz nada é repetido como arte.
E, é entregue às teorias dos poucos que insistem em ficar.
A roda da fortuna ainda gira, gira e gira... Mas até quando?
Quando é que saberemos como o último giro irá acontecer?
Como saberemos?
A música para.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Reféns das circunstâncias.
Personagens de histórias alheias cruzam meu caminho.
E, o trágico episódio da vida real se rebela perto do fim.
Agora tanto faz se tudo se desfaz. Se não tenho escolha.
Se não posso mais buscar nas tuas palavras o meu refúgio.
Já não é mais ciência exata... Nem acontece em tempo real.
As ilusões perduram até a porta bater a um palmo de nós.
E, por mais que todos os caminhos nos levem as incertezas,
sempre terminamos assim, como reféns das circunstâncias.
E, o trágico episódio da vida real se rebela perto do fim.
Agora tanto faz se tudo se desfaz. Se não tenho escolha.
Se não posso mais buscar nas tuas palavras o meu refúgio.
Já não é mais ciência exata... Nem acontece em tempo real.
As ilusões perduram até a porta bater a um palmo de nós.
E, por mais que todos os caminhos nos levem as incertezas,
sempre terminamos assim, como reféns das circunstâncias.
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Intervenções.
A vida às vezes se mostra tão frágil como uma folha seca
que é levada embora pelo vento. Rumo a lugar nenhum.
Um minuto depois, pode ser diferente, ou, até nem existir.
Mais tarde, olhares mudam como o amor em movimento.
O vento que ainda empurra aquela folha seca pelas ruas
traz de volta a chuva que cai entre tantas intervenções.
Não para sempre, mas, o suficiente para começar outro dia.
que é levada embora pelo vento. Rumo a lugar nenhum.
Um minuto depois, pode ser diferente, ou, até nem existir.
Mais tarde, olhares mudam como o amor em movimento.
O vento que ainda empurra aquela folha seca pelas ruas
traz de volta a chuva que cai entre tantas intervenções.
Não para sempre, mas, o suficiente para começar outro dia.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Epifanias profanas.
Da mesma forma que o por do sol muda a cor do céu,
todo perfume se modela de acordo com o momento.
A cada toque, em cada olhar, por uma palavra apenas,
pela noite toda...
Por alguns instantes dois corpos ocupam a mesma vida.
Mas logo elas serão divididas, contudo nem tudo se refaz.
O que resta, então, além das histórias bobas para contar
são apenas as nossas epifanias profanas dispersas por ai.
todo perfume se modela de acordo com o momento.
A cada toque, em cada olhar, por uma palavra apenas,
pela noite toda...
Por alguns instantes dois corpos ocupam a mesma vida.
Mas logo elas serão divididas, contudo nem tudo se refaz.
O que resta, então, além das histórias bobas para contar
são apenas as nossas epifanias profanas dispersas por ai.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Alguns dias...
Tem dias que apenas encontrar o teu olhar já me basta.
Isso me faz te sentir mais próximo, me acolhe e me satisfaz.
Mas tem dias que insinuam que isso não seja suficiente.
Sinto que seja preciso mais para dar razão aos sentimentos.
E que devemos deter a confiança antes que caia a ligação.
Antes que percamos tudo na manhã seguinte, outra vez.
Antes que fiquemos mudos diante de nós, como estranhos.
Isso me faz te sentir mais próximo, me acolhe e me satisfaz.
Mas tem dias que insinuam que isso não seja suficiente.
Sinto que seja preciso mais para dar razão aos sentimentos.
E que devemos deter a confiança antes que caia a ligação.
Antes que percamos tudo na manhã seguinte, outra vez.
Antes que fiquemos mudos diante de nós, como estranhos.
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