segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Muito pouco.

É fácil se acostumar com muito pouco e achar que é demais.
Desbravar uma selva de pedras sem provocar novas escolhas.


É fácil se acostumar com muito pouco e achar que é o máximo.
Perder uma liberdade perene sem saber o quanto tempo faz.

É fácil se acostumar com muito pouco e achar que é normal.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Depois da meia noite.

Eu não sei mentir nem fingir as ilusões de um mundo perfeito.
Mas, há dias de verão e noites de inverno que algo fica eterno.


Não quero esquecer as noites viradas falando sobre o mundo.
E, ver a verdade em teus olhos sem deixar o futuro pra depois.

Não quero perder o próximo amanhã e não te ver ao meu lado.
Quero ter novamente o teu sorriso fazendo parte de nós dois.

Depois da meia noite nós acendemos as luzes da cidade.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A chuva da madrugada.

Voltei ao piano. Hora de encontrar outra nota da nossa canção.
O som da chuva me atraiu mais. Então mergulhei pra te buscar.


Saímos com a pressa que não nos cabia naquele momento.
Esquecemos que o tempo deixaria cair os riscos pelo caminho

Voltei pra casa. Voltei pro piano. Mas nenhuma nota surgiu.
O som da chuva continuava me atraindo. E, eu resistindo olhar.

Mais uma longa caminhada pela chuva da madrugada termina.

Jogos da noite.

Ficamos prontos bem antes do tempo e esperamos inquietos.
Até que todas as luzes são apagadas e os abrigos escondidos.



Por toda noite, mais jogadores sem destino são postos na arena.
Mais verdades são ilhadas sem que possamos olhar para trás.

Um passo em falso e voltamos para o final duma longa fila.
Mas, nenhum jogo é perfeito e há sempre falhas perto do fim.

Quando as luzes são acesas, vemos que não existe o vencedor.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Cruzando os dados.

As primeiras horas são sempre as melhores para definir o dia.
A sorte ou o acaso se mostra além das sombras, perto do sol.


Onde nós possamos ver os dados rolando sobre a nossa vida.
Lançados de passados recentes que contam novas histórias.

E quando os dados se cruzam, surgem vários novos olhares.
Nos velhos lugares onde agora se refaz vários novos traços.

Outra rodada inicia e até a soma ser nove, o jogo não vai parar.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Teatro dos Sonhos.

Entre atos, surgem mudanças no tempo com novas nuances.
Surge um novo sorriso que nos desperta para novos desejos.


Mas o encanto dura pouco. Logo percebemos que nada muda.
As cortinas abrem e o drama segue para mais um final trágico.

Nos sonhos, as chances são tantas quantas lembramos viver.
Na vida, sei que nem sempre nós teremos mais do que uma.

Enfim, as cortinas fecham ao som de um antigo despertador.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Essa noite não...

De repente faltam escolhas para onde ir, por onde andar.
Cada canto nos conta uma história que tende a se repetir.


Tentamos separar os caminhos, mas eles foram se cruzando.
Tentamos enganar os vícios, mas faltaram motivos para mudar.

Os passos na escada eram meus. A sombra no corredor, talvez.
A voz na esquina era a sua. O perfume no elevador, eu não sei.

No dia em que não notarmos mais os nossos fantasmas,
finalmente nós estaremos livres. Mas, essa noite não.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

É difícil guardar segredos.

A confissão quase ao acaso fez a noite demorar a amanhecer.
Com o telefone nas mãos, faltava apenas um número a discar.


As ruas em rota de colisão despistaram todos nossos mapas.
E, o vento frio que provocava calafrios não anunciava chuva.

Sem as luzes de ontem para ofuscar nem iluminar os erros.
As palavras ficaram presas nas muitas chamadas perdidas.

Então, a última ligação caiu antes que eu falasse meu nome.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O fim de cada história.

Quando nossa história começou não sabíamos como ia acabar.
Nós tínhamos apenas o mesmo desejo, preso num suspense.


Nosso olhar se escondeu revelando pequenos goles de solidão.
Num canto escuro, nosso medo se entregou a bares e sedução.

Meia noite, noite inteira... Três, quatro, cinco horas da manhã.
Quando todas as noites são iguais, os disfarces parecem reais.

No fim de cada história a noite esclarece o que o dia escondeu.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

As primeiras armas.

Os signos se misturaram com as cores nas surpresas casuais.
E naquele instante, tudo que tínhamos eram apenas palavras.


O jogo está só recomeçando. Ainda há mais cartas para pegar.
Mas logo no primeiro encontro tivemos palavras nada amenas.

Textos foram fortemente arquitetados para impor verdades.
E, todos, apontados para a multidão como as primeiras armas.

Sem caos, sem pânico o jogo retomará no próximo amanhecer.

Um dia, duas histórias.

As folhas, todas em branco, surgiram bem antes do pôr do sol.
Prontas para serem escritas. Com novos traços, novos mares.


O vento que encerrou nossa história virou a página do tempo.
E os olhares que já não são os mesmos se mantiveram perto.

Não muito longe, uma nova história começava a ser traçada.
Quase todas as folhas em branco vinham em nossa direção.

No dia em que tivemos duas histórias cruzando o mesmo dia.