Eram 5h da manhã quando o despertador tocou e muito alto.
Saltei da cama. Tirado de um sonho que não me lembro mais.
Antes de sair de casa ainda dei uma nova lida num velho texto.
Então, assim começou o dia que só terminará 96 horas depois.
A primeira prova de fogo ficou entre minhas mãos e meu olhar.
A despedida aconteceu tão breve quanto nosso primeiro beijo.
É difícil entender os caminhos para ficarmos juntos outra vez.
Embora, aquele mundo perfeito feito de papel ainda continue.
Das verdades que suspeitei existir, fiz questão de negar uma.
Mas, esse quase interminável dia estava apenas começando.
Ainda 8h30, consegui digitar a primeira coordenada no GPS.
Corri contra o tempo, pela contramão, contrariando fantasmas.
Deixei cair horas perdidas pelos caminhos errados. 12h, agora.
A outra coordenada no GPS era digitada e parecia tudo em paz.
Mas, é preciso interromper um jogo para que outro comece.
E, exatamente às 13h novos elementos entraram em cena.
16h45, uma pausa, um leve respiro e então de volta as ruas.
A cidade parece crescer mais quando agimos com pressa.
A noite já caiu, mas esse dia ainda continua longe de terminar.
21h35.
terça-feira, 31 de maio de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Contradições em tons de cinza...
Entre o preto e o branco, entre o certo e o errado.
Sobram razões, fins opostos de duas verdades.
Navios em alto mar cruzam rotas entre o norte e o sul
como o bem e o mal nas duas faces de uma mesma moeda.
Da mesma parada de ônibus o caminho se inverte.
O ponto médio se torna o doce lar em um percurso
com dois destinos: as extremidades de mundos opostos.
Como duas folhas que acabam de cair em contradição.
Sobram razões, fins opostos de duas verdades.
Navios em alto mar cruzam rotas entre o norte e o sul
como o bem e o mal nas duas faces de uma mesma moeda.
Da mesma parada de ônibus o caminho se inverte.
O ponto médio se torna o doce lar em um percurso
com dois destinos: as extremidades de mundos opostos.
Como duas folhas que acabam de cair em contradição.
domingo, 29 de maio de 2011
Correria...
Caminhando a passos largos despistei o atraso.
Mudei o rumo e ainda cheguei a tempo.
A tempo de ver na despedida algo mais.
Mas a vida não permite ensaios…
Corri contra o tempo, sem prever contratempos.
Mas estava ligado. Lá no alto ou lá no fundo é vertical.
Quando chega a hora é mais legal.
Saber todo mundo sabe… Mais fácil falar do que fazer.
Eu não sou santo, mas não minto.
Mudei o rumo e ainda cheguei a tempo.
A tempo de ver na despedida algo mais.
Mas a vida não permite ensaios…
Corri contra o tempo, sem prever contratempos.
Mas estava ligado. Lá no alto ou lá no fundo é vertical.
Quando chega a hora é mais legal.
Saber todo mundo sabe… Mais fácil falar do que fazer.
Eu não sou santo, mas não minto.
O mesmo olhar.
Eu quase pude ouvir uma das canções de muito tempo atrás.
Quando o mesmo olhar se repetiu no acaso de dois caminhos.
Talvez nem existam nomes, tampouco números para se trocar.
Apenas outros olhares que irão se repartir por outro caminho.
Sem as sombras da sorte que os dados viciados podem trazer.
Quando o mesmo olhar se repetiu no acaso de dois caminhos.
Talvez nem existam nomes, tampouco números para se trocar.
Apenas outros olhares que irão se repartir por outro caminho.
Sem as sombras da sorte que os dados viciados podem trazer.
Pela madrugada.
As horas não vão dando conta do que ainda precisa ser feito.
E, o café é apenas o combustível de outra noite não dormida.
Lá fora, as luzes artificiais iluminam os corpos em movimento.
Mais músicas altas sempre se despertam alem da madrugada.
Até amanhecer, eu carrego comigo os estragos da noite…
Cinco da manhã, nada diferente. Chegamos ao dia de amanhã.
E, o café é apenas o combustível de outra noite não dormida.
Lá fora, as luzes artificiais iluminam os corpos em movimento.
Mais músicas altas sempre se despertam alem da madrugada.
Até amanhecer, eu carrego comigo os estragos da noite…
Cinco da manhã, nada diferente. Chegamos ao dia de amanhã.
Imperfeita simetria.
A vida é uma viagem. Passagem só de ida…
Bebida sem gelo engolida ás pressas… Ás vésperas da sede.
Mudei as estações do rádio sem saber o que eu queria ouvir.
Qualquer canção bastaria para não repetir a mesma história.
Assim, a imperfeita simetria faz o mundo girar.
Bebida sem gelo engolida ás pressas… Ás vésperas da sede.
Mudei as estações do rádio sem saber o que eu queria ouvir.
Qualquer canção bastaria para não repetir a mesma história.
Assim, a imperfeita simetria faz o mundo girar.
domingo, 22 de maio de 2011
Quando é impossível esquecer.
A música pode até parar, mas ainda ouviremos algum som.
Sempre sobram algumas lembranças de acordes sobrepostos.
Quando sentimos falta de quem acompanhou nossos passos.
É a saudade que traz a lembrança de sentimentos sobrepostos.
Quase tudo se torna motivo para teu nome voltar à mente.
Mas teu olhar não está mais do lado. Ficou perdido para trás.
Longe de ti, espero o giro dos mundos para voltar a te ver.
Sempre sobram algumas lembranças de acordes sobrepostos.
Quando sentimos falta de quem acompanhou nossos passos.
É a saudade que traz a lembrança de sentimentos sobrepostos.
Quase tudo se torna motivo para teu nome voltar à mente.
Mas teu olhar não está mais do lado. Ficou perdido para trás.
Longe de ti, espero o giro dos mundos para voltar a te ver.
Múltiplas histórias.
Uma hora, por algum lugar. Outro dia, com um novo olhar.
Por mais de uma vez as mesmas sombras deixam de existir.
Nossos caminhos se dispersam nas encruzilhadas do tempo.
Um sim, um não. Tanto faz quando algum talvez permaneça.
Mais histórias são vividas e cabem todas no mesmo dia.
Sem o peso das mentiras que nós não evitamos mais contar.
E, assim, as múltiplas histórias se sustentam no mesmo olhar.
Por mais de uma vez as mesmas sombras deixam de existir.
Nossos caminhos se dispersam nas encruzilhadas do tempo.
Um sim, um não. Tanto faz quando algum talvez permaneça.
Mais histórias são vividas e cabem todas no mesmo dia.
Sem o peso das mentiras que nós não evitamos mais contar.
E, assim, as múltiplas histórias se sustentam no mesmo olhar.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Lua nova no céu...
Volto à velha cidade onde junto ao mar eu a conheci.
As ondas vinham beijar a praia, o sol brilhava…
Hoje a noite não tem luar e eu estou sem ela.
Caminhando na areia deixo a onda me acertar.
A linha do horizonte me distrai e o vento vai levando tudo
embora, deixando apenas a saudade dos nossos planos.
Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou.
As estrelas brilham ao lado de uma lua nova.
Numa outra hora ela vai aparecer.
As ondas vinham beijar a praia, o sol brilhava…
Hoje a noite não tem luar e eu estou sem ela.
Caminhando na areia deixo a onda me acertar.
A linha do horizonte me distrai e o vento vai levando tudo
embora, deixando apenas a saudade dos nossos planos.
Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou.
As estrelas brilham ao lado de uma lua nova.
Numa outra hora ela vai aparecer.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O começo do dia.
A chuva no fim não ajuda a contar como foi o começo do dia.
Quando tudo nos parecia igual e um sim mudou os sentidos.
Nosso dia que custou a passar não terminaria sem a chuva.
Sem a lembrança do primeiro olhar que o dia ainda guarda.
Deixamos promessas em volta da espera de outras marcas.
Outros presentes que poderão surgir antes do tempo fechar.
Sempre algo nos revela que o fim da história se aproxima.
Quando tudo nos parecia igual e um sim mudou os sentidos.
Nosso dia que custou a passar não terminaria sem a chuva.
Sem a lembrança do primeiro olhar que o dia ainda guarda.
Deixamos promessas em volta da espera de outras marcas.
Outros presentes que poderão surgir antes do tempo fechar.
Sempre algo nos revela que o fim da história se aproxima.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Deixando escapar.
A chuva caiu logo cedo e tirou a luz do que seria um bom dia.
As ruas ficaram em transe. O caos aconteceu em todo lugar.
Velhos pensamentos se prenderam nas memórias de ontem.
Nos sentimentos ilhados de qualquer esquina, qualquer dia.
Uma corrida por outro abrigo e encontrei um olhar dividido.
Duas histórias prestes a recomeçar em um dia com pouca luz.
O tempo seguiu seu curso e eu a deixando escapar outra vez.
As ruas ficaram em transe. O caos aconteceu em todo lugar.
Velhos pensamentos se prenderam nas memórias de ontem.
Nos sentimentos ilhados de qualquer esquina, qualquer dia.
Uma corrida por outro abrigo e encontrei um olhar dividido.
Duas histórias prestes a recomeçar em um dia com pouca luz.
O tempo seguiu seu curso e eu a deixando escapar outra vez.
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