sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

A última rasura de uma noite inoportuna.

Não foi a noite que escolheu as nossas palavras.
Não foi o frio que escondeu o nosso olhar.


Não foi por acaso que perdemos as nossas músicas.
Não fomos nós que tivemos medo de dançar.

Anoitecemos muito cedo para uma noite longa e inoportuna.
Arriscamos muitos sonhos quando só tentamos nos rasurar.

Outra insônia por outra saída. Outras vidas sem nos esperar.
Outra chance por outro caminho. Outro dia que vai começar.

Um comentário:

Chris B. disse...

Noite estrelada do querido Van Gogh.

Tudo arde em direcção aos céus como sentimentos em tochas...

Pat.